O Eclípse - PR do MPDA

Bruxelas - Após alguns meses de reflexão e de standby o líder do MPDA vem com uma grande energia que frisa as vezes trindades de um suor frio, com o "Eclípse"

Depois de um pouco tempo de reflexão e de standby, os nossos inimigos pensaram que a batalha já tinha sida ganha. Os nossos velhos diziam, se punho não recuar para trás, não poderá triunfar. Isto é, a história nos ensina que mesmo com os canhangulos, os velhos combatentes travaram os portugueses até a independência de Angola.

Meus irmãos, isto não foi facíl para os nossos velhos, mas a verdade é que, esses lutaram com determinação e com boa fé em sacrificar as suas vidas para a mãe pátria, aquela que tornaria um dia a pátria de um clã, excluíndo por completo os seus genuínos filhos.

O que me encomoda não é o passado, mas a incerteza do futuro dos filhos desta mãe pátria. Isto é, fomos traidos pelos nossos próprios irmãos os chamados instauradores do neocolonialismo no nosso país. Mas os dias são contados e o futuro pela sua vez, determinará tudo.

Por isso, não temem irmãos, porque há tempo para rir e há tempo para chorar... cuja este, irá julgar dentro em breve os seus adversários.

Patrice Emery Lumumba disse, "Os deuses não são superpotentes, nem podem apagar o passado"

"Como imaginar que, um capacete pintado em azul é suficiente para liquidar os complexos de oficiais conservadores da Suécia, ou do Canadá ou da Grã-Bretanha?

Como supôr que um braçadeiro azul vacina contra o racismo e o paternalismo de indivíduos que não são de África, que são apenas visões de caças aos leões e de mercados dos escravos, de conquista colonial, de indivíduos cuja a história da civilização é construída sobre a posse das colônias?

Como é que não compreendem os portugueses?

Têm o mesmo passado que eles, a mesma história, os mesmos gostos para as nossas riquezas. A nossa luta é justa. o juiz levantará-se em um clã de dia para julgar os injustos e abomináveis. O tempo ã de chegar onde o dia sera descoberto de escuridão e ninguem vera mais o caminho, nem o seu proxímo!

O que me dá medo não é o visível, mas o invisível. Não é o desaparecimente de nação angolana, mas o desaparecimento do ditador e da ditadura. Do clã e dos seus discípulos. Alguem estaria a dizer que Deus esqueceu-nos! Deus nunca esqueceu os seus filhos, mas dá tempo para que o homem poussa exercer a sua autoridade até na última hora. Isto aconteceu com Isrãel no Egípto (Farão), com os alemãos nos anos 60 (Hitler), com os chineses (Máo Tsé-toung), com os portugueses (Salazar), com os romenos (Ceaucescu), com os centro-africanos (Bokassa), com os sul-africanos (Apartheid)e com os zairenses (Mobutu).

Isto é, um acto de coragem, serenidade e determinação. O MPLA já viu o inferno.

Viva a Unidade Nacional e viva a liberdade

Massunguna da Silva Pedro

PR do MPDA

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