Conferência de imprensa da FLEC em Bruxelas

Mensagem da Flec ao povo de Cabinda e de Angola

Bruxelas - A Frente para a libertação de Cabinda, o movimento de maioria dos cabindesas, endereçou aos dois povos de Cabinda e de  Angola uma mensagem de fraternidade e de unidade.

O Movimento independentista dirigido pelo lider historico Sr. Nzita Henriques Tiago, lançou numa conferência que teve lugar ontém em Bruxelas uma mensagem de fraternidade e de unidade entre os dois povos.

Sr. Massanga representante da Flec na Holanda, que foi encarregado pelo Presidente e pela sua direcção, disse que o seu movimento esta muito preocupado com a confusão que existe entre os dois povos de Angola e de Cabinda, e pediu para que esses poussam trocar experiências na medida em que os quais encontram brangidos numa ditadura e num colonialismo moderno do MPLA.

A Flec lançou um apelo aos povos em guerra de poderem trocar experiências e discutir a situação de que são vitimas.

Caros Compatriotas,

Irmãos de Cabinda e de Angola,

Estamos muito preocupados com  as questões que aparecem   a muitos jovens angolanos. A  uma confusão que existe entre nos o povo de Cabinda e o povo  de Angola, somos todos  africanos    , somos todos bantu.

Não queremos que a imagem seja colocada no seio da juventude cabindesa, que nos somos contra o povo de Angola. Em principio, para que o povo de Angola conseguisse                      independência, para vocês que são mais jovens, nos mais velhos conhecemos a historia. Para   que Angola se torna independente, a maior parte do tempo  da luta que levou a cabo a independência de Angola, se ela poder existir partiu de Cabinda.

Alguns de vocês têm individuos  em Angola que estão em Angola, perguntam aonde é que Agostinho Neto levar a cabo a luta armada que seja com os portuguesas podessem negociar com os angolanos, é aprtir de Cabinda. Nos lamentamos muito a falta de reconhecimento do povo de Angola em relação o povo de Cabinda.

Os nossos irmãos de Angola, não deveriam estar contra os cabindesas, estar massacrar os cabindesas, nos é que permitimos as negociações entre os portuguesas e os angolanos. 

Agostinho Neto, levou a cabo a sua luta armada  apartir de Cabinda para Angola. Os ultimos combates tiveram lugar no Bucuzau, no Batasano, como o Senhor Presidente Nzita acabou de referir aqui, Batasano, quando surgiu a primeira vez  as armas pesadas utilizadas   pelos angolanos contra o quartelo   de Batasano no Bucuzau. Apartir destes ultimos combates, é que levaram os portuguesas aceitarem negociar com os angolanos. Por isso, os angolanos deveriam ter a coragem de reconhecer a capacidade e a vontade do povo de Cabinda, que lhes ajudou a libertação de Angola.

Isto é preciso que seja claro que esse, vocês como juventude cabindesa, devem informar os jovens angolanos para saberem de onde partiu a independência de Angola, partiu em Cabinda.

Nos temos informações que, hà democratos angolanos que querem também a transformação em Angola. Por que o povo de angola, não està independente, o povo de Angola, também està em luta. Quando não hà democracia, não hà independência. Então, neste preciso momento, os dois povos estão em luta, é o povo de Cabinda e o povo de Angola, estão em luta para a independência e a democracia.

Muitos angolanos estão fora, porque? Se Angola tornou-se independente desde 1975, porque que continuam viver fora de Angola? Porque não têm liberdade para exercer os seus direitos, as suas liberdades.

Eu conheço uma sobrinha de José Eduardo dos santos que vive até hoje em Kinshasa e que tenho contactos com esta mulher. Se alguém ir perguntar o Sr. José Eduardo dos Santos, creio que dira que não tem mesmo contactos com esta. Mas ela pensa regressar em Angola e lamenta que até agora não hà democracia neste pais, portanto ele é que estão no poder!

Queria isto dizer, a juventude de Cabinda tem que discutir com a juventude angolana. Porque os angolanos não podem continuar a massacrar-nos e a colonizar o nosso pais.

Os cabindesas não têm problemas com o povo de Angola, mas estamos  contra o governo do MPLA que continua massacrar-nos no nosso proprio territorio. Agora chegam as eleições. Vocês serão chamados a corrupção. Os cabindesas não têm nada haver com as eleições em Angola mas temos haver com a independência de Cabinda e nem a autonomia  ou as eleições.

A Flec mantem as suas portas para um dialogo, desde que este desejo seja manifestado pelo governo angolano, mas tem que ser um dialogo transparente, livre e sob egide da comunidade internacional.

Não vamos continuar ser massacrados ou colonizados pelos angolanos dentro do nosso proprio Estado.

Esta é a mensagem   que transmito-vos em nome do Presidente  Nzita  e da delegação que lhe acompanha, reunida hoje na Bélgica que é o centro da União europeia.

Muito obrigado

Viva o povo de Cabinda

Viva a liberdade

                                                       Feito em Bruxelas, aos 2 de Fevereiro de 2008 

Fonte: MPDA            

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

          

 

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