PGR situa investigação sobre "desvios" em Angola

A Procuradoria-Geral da República (PGR) angolana esclareceu que a investigação anunciada sobre desvios ilegais de dinheiro que envolvem o Ministério das Finanças e o Banco Nacional de Angola reporta-se aos meses de Setembro e Novembro últimos.

O procurador-geral da República, João Maria de Sousa, avançou esta informação numa entrevista à agência de notícias estatal angolana, Angop, cuja tónica é a negação de que estejam identificados suspeitos, depois de diversos rumores em Luanda de que a investigação incidiria sobre o anterior ministro da Finanças, José Pedro de Morais.

João Maria de Sousa, situando a incidência da investigação nos meses de Setembro e Novembro, retira da equação o ex-ministro José Pedro de Morais, que saiu do executivo com a tomada de posse do novo governo em consequência das eleições de Setembro de 2008, bem como o anterior responsável pelo BNA, Armindo Maurício.

Os actuais responsáveis pelo Ministério das Finanças e do BNA são, respectivamente, Severim de Morais e Abraão Gourgel.

Na entrevista à Angop, João Maria de Sousa, ao revelar que "os factos se reportam aos meses de Setembro e Novembro de 2009", lança ainda o convite aos "cidadãos que alegadamente conhecem pormenores e os responsáveis por eles a comparecerem para depor, na qualidade de testemunhas nos autos".

A denúncia de irregularidades foi feita pela PGR a 24 de Novembro, sublinhando então que se tratava de "operações de transferências fraudulentas de divisas para contas no exterior do país", envolvendo "irregularidades ocorridas com pagamentos".