Colaboradores de Muteka acusados de espancarem até a morte cidadão em Tchikala Tcholanha

muteka-intolerancia.jpgHuambo - Íntegra da carta aberta respeitante ao mais recente caso de intolerância política que se deu lugar na província do Huambo.

A sua excelência Ministro do Interior, Sebastião Martins
A sua excelência Governador do Huambo, Faustino Muteka

Assunto: Ameaça a segurança no país e mortes na província do Huambo

No dia  14 de Julho, uma caravana composta de militantes, simpatizantes e amigos da UNITA, partiram de Tchikala Tcholanha (Huambo) em direcção a Comuna do Mbave, para hastear a bandeira do Galo Negro naquela localidade como processo natural de instalação de partidos numa democracia plural.  Voltaram do Mbave com cabeças partidas, deixando no terreno 5 motorizadas de duas rodas carbonizadas pela JMPLA e 1 motorizada de 3 rodas vulgo “aleluia” ou ainda ONG Back em forma de carvão fumegando triste em nome da Pátria Partidocrática. Por seu turno a JMPLA deixou no terreno 1 morto a pancadaria e 18 feridos dos quais 6 têm apenas dois ou três corpos de sangue devido aos ferimentos graves. Tudo por culpa da desvairada Administradora de Tchikala Tcholohanga, que pessoalmente comandou a batalha do lado da JMPLA para impedir que a bandeira do Galo Negro fosse hasteada.

Como tudo começou?

A notícia chegou aos ouvidos de S. Excelência Dr.ª Luisa Ngueve, Administradora do Municipio de Tchikala Tcholohanga, 24 horas antes, e imediatamente se deslocara àquela Comuna, mobilizara centenas de jovens maioritariamente ávidos de alguma bebida embriagadora como é habitual aos dirigentes do Partido-Estado… a JMPLA daquela Comuna e da Comuna vizinha da Chipipa aderiu massivamente ao convite sedutor.

O administrador do Mbave, veterano militante do MPLA desde os velhos tempos da DISA, Sr. Abel Chico, foi ameaçado de exoneração pela Dr.ª Luisa Ngueve, se aquele admitisse a subida da bandeira da UNITA na sua Comuna. Sensibilizou, igualmente, a polícia comunal de que, mesmo que viesse a existir linchamento entre a JMPLA contra a JURA, a intromissão da polícia deverá ser executada favorecendo aquela em detrimento desta. O passo que Sua Excelência Administradora Municipal, Dr.ª Luisa Ngueve, seguiu, foi criar um orçamento de emergência para cobrir as despesas com bebidas alcoólicas, tabacos de “homens” e outros estupefacientes para a JPMLA, reforçar sua bravura e coragem a fim de partir a “espinha dorsal” da JURA no dia conhecido.

Quando terminou os preparativos, e assegurou que mais de 300 jovens da JMPLA a criar uma muralha de seus corpinhos magros, barrando a estrada para impedir a JURA de penetrar no Mbanve, e que as pedras, paus, pós mágicos, amuletos,  tudo estaria providenciados para conquistar vitória contra os também mágicos da JURA,  então a Doutora feliz fora para sua casa na cidade do Huambo, para ter uma noite talvez de insónia a pensar na possível vitória da JMPLA em pancadaria contra a JURA, que seja o prelúdio da vitória eleitoral do MPLA  contra a UNITA.

Quando eram 6 horas do dia 14 a Doutora Luisa Ngueve, já estava no terreno, como um brilhante general do exército, confirmou os paus e pedras que a JMPLA já havia aprovisionado tão logo que a necessidade se apresentasse premente. Visitou de relâmpago a esquadra policial da Comuna e lhe asseguraram que a indiferença perante a refrega seria total da parte da Corporação.

Então, acompanhada de seu guarda pessoal, a Dr.ª Luisa Ngueve, Excelentíssima Administradora de Tchikala Tcholohanga, dedicado membro do Comité Provincial do MPLA do Huambo, confusa Professora do ISCED-Huambo, ex- Directora Provincial da Educação sem ter logrado qualquer resultado louvável neste efémero posto, agente activa do SINFO, tão perigosa sobretudo pela sua fraqueza e mediocridade no trabalho de inteligência que não tem, Leiga da Igreja Católica com fé duvidosa, crente incontornável e membro da PROMAICA para além de veterana da Legião de Maria da Igreja Católica, como leito das mulheres solteironas na casa dos 55 cacimbos, a senhora da OMA desde os longes e dolorosos anos de Neto, montou sua posição, entravando na estrada que liga Bailundo-Mbave, aninhada numa bananeira mas sem espingarda na mão, igualmente seu guarda pessoal aplacou ao lado, de hora em hora em cócoras.

O Administrador Comunal, Sr. Abel Chico, se posicionou na estrada que liga Tchikala Tcholohanga-Sede à Comuna do Mbave. Um Batalhão e meio da JMPLA, abastecido de pedras e paus abundantes na Comuna do Mbave, barrou de forma maciça a estrada que liga a Comuna do Mbave à Comuna da Chipipa a espera da hora H. Enquanto essa hora não chega, bebem e brindam cerveja quente ao mesmo tempo que mordiscavam, sem parar, o pão seco deles.

Quando eram 10h12minutos, mais de 300 motorizadas da UNITA assomaram à estrada da Doutora Luisa Ngueve e esta assustada com a algazarra dos buzinares ensurdecedores do Galo Negro, observou longamente e manobrou sua viatura para alertar o exército da JMPLA, para mudar de posição porque a JURA veio por outra estrada contrária a esperada.

Assim que a Doutora apitou para a JMPLA entrar em batalha implacável e sangrenta, esta moveu o seu primeiro cordão de assalto, que sem demora foi ao encontrou da caravana de motorizadas, duas viaturas de marca Mitsubishi FUSO, carregados de membros da UNITA e outros carros soltos. A JMPLA em numero apareceu pequena para mais de 500 almas viventes que a UNITA trouxe, gritando anátemas sagrados em honra dos já idos, e praguejando a ditadura, quando a JMPLA como nuvem de gafanhotos, como exame de vespas choveram pedras em todas as direcções, as mulheres carregando pedras  mostravam suas zonas vergonhosas levantando as saias rotas e sujas transportando pedras desmontando montanhas para prover material de guerra aos seus bravos namorados, amantes e primos que em batalhas defendia seus cabeças de listas que nem os conhecem, pensando que fazendo-os estão a fabricar vencedores.

Embebedados pela Administradora Luisa Ngueve, a JMPLA desnorteada lutava enfurecida, espumando a boca de tanta cerveja e ódio lendário contra a UNITA, fumegava enraivecida como búfalos; esfregavam os traseiros contra as árvores para resistir ante o contra-ataque furibundo da JURA enfeitiçada pelos longos anos de espera do poder político que tarda em chegar em suas mãos.

A Administradora Doutora Luisa Ngueve, quando viu que o seu Batalhão da JMPLA estava a conhecer baixas nos primeiros 60 minutos, viajou até Chikala Tcholohanga numa velocidade desvairada como remoinho, em busca de reforço; fora limpar todos os agentes da Polícia do município deixando o comando com meia dúzia. Ordens são ordens e a policia de Tchikala Tcholohanga seguira cegamente a Mamã da OMA, Comandante-Em-Chefe no nível municipal.A polícia viera, ajudar a JMPLA atirando alguns pedregulhos contra a JURA seguidas de insultos contra Samakuva, mas não aceitaram disparar armas de fogo embora a Comandante Luisa Ngueve açulasse a policia a disparar contra a multidão do Galo Negro, maduros os agentes da polícia não aceitaram serem enganadas pela Mais Velha cuja loucura era incompreensível por parte das treinadas agentes da polícia; simplesmente olharam e atiraram uma e outra pedra contra a JURA mas nenhuma bomba fora deflagrada nem uma metralhadora fora disparada, apesar de estarem presente com tais ferros a tiracolo.

Quase 7 horas de refrega, uma espécie de selvajaria estonteante onde os movimentos juvenis do MPLA e UNITA em frenesim de luta sem objectivos, trocavam pedras enquanto os mancebos lançavam com todo o vigor e bravura inglória, as mulherezinhas destapavam seus “fios dentais” transportando pedras nas saias levantadas apoiando seus mancebos em luta sem tréguas, no meia da selva onde a vida já é quase primitiva; no Mbave sem direitos, sem água canalizada, sem energia eléctrica, sem assistência médica e medicamentosa, não há qualidade de ensino, não há crédito bancário nem o famigerado BUE lá se fala.

No Mbave abunda ex-militares transformados em camponeses e caçadores infortúnios por falta de governo que se responsabilize minimamente daquela população semi-selvagem. Sendo assim não faria sentido se matar por causa nem da UNITA nem do MPLA, apenas pegariam em enxadas para cultivar porque vivem do sol e da chuva de Deus. Mas essa população empunhou paus, catanas, pedras, feitiço a mando da Doutora Luisa Ngueve, Administradora de Tchikala Tcholohanga, membro do SINFO, que fora nomeada recentemente pelo Governador do Huambo,  Fernando Faustino Muteka, na sequência de substituição de administradores antigos pelos elementos do SINFO; é assim que no Katchiungo e Tchikala Tcholohanga, os SINFOs Administradores, não pensam mais nada senão promover o MUTEQUISMO: que nada mais é senão passar uma eternidade a arriar as bandeiras mudas da UNITA, como a melhor forma de governação. Aí está a irresponsabilidade sanguinária da Doutora Luisa Ngueve, para agradar o seu chefe Faustino Muteka.

Até 16 horas, a JURA fatigada de esquivar pedregulhos vindas das trincheiras da JMPLA, que nunca mais se cansava, dada a bebedeira em que gozava e atrás das linhas do inimigo, se reabastecia de pedras e de cerveja, fez-se um balanço totalmente épico: a JMPLA deixou 2 mortos imediatos e 18 feridos, dos quais 6 em estado grave internados no Hospital central do Huambo e informação fidedigna confirma que um deles sucumbira às portas do Hospital somando 3 mortos, sem nenhuma notícia oficial referente ao duelo. Quanto à juventude do Galo Negro, teve poucos ferimentos e nenhuma baixa mortal mas deixara no terreno 5 motorizadas carbonizadas pela JMPLA, das quais 4 de duas rodas e 1 de 3 rodas (Moto-Carro) queimados a mando da Doutora, Administradora Municipal.

A UNITA regressara a diferentes pontos de proveniência sem realizar o almejado sonho de ver sua bandeira dançando no céu limpo do Mbave, a JMPLA apesar das inúmeras baixas conseguira impedir a bandeira do Galo Negro subir. A JURA regresou com suas bandeiras nas mochilas rotas com pedras, não conseguiu beber nem comer seus manjares festivais, assim o MONOPARTIDARISMO ainda prevalece no MBAVE a tia Luisa Ngueve não quer DEMOCRACIA na circunscrição dela.

Que análise podemos fazer dos fanáticos dirigentes do MPLA no Huambo em particular e em Angola no geral?

Porque é que os dirigentes do MPLA incitam as populações a violência? Porque é que não se adaptam à linguagem da paz? Porque a técnica secular de gerir escravos é: usando a linguagem do chicote, a linguagem da mentira, da promessa vã de liberdade que nunca mais chega, da opressão, da impressão no lugar da realidade, da violência no lugar da paz, da corrupção no lugar da honestidade, deteriorando o tecido moral do escravo quanto do seu dono (JES).

Porque ambos sobrevivem ao vício e sucumbem a virtudes. Essa linguagem é a que os escravos entendem bem. Numa palavra: o escravo tem que ser mantido “fisicamente forte mas psicologicamente fraco para depender sempre do seu dono”.

Neste preciso momento histórico de Angola, não há um povo mais endinheirado e rico do que os dirigentes do MPLA. Estes têm facilidade de acesso ao emprego, são literalmente mais descontraídos em tudo, vivem em palácios, alimentam seus corpos de vitelos gordos e vinho da vinha pura que são resíduos, são migalhas que sobram da opípara refeição, do lauto banquete de seu dono (JES), como os israelitas no cativeiro do Egipto. Porém, são escravos perpetuamente acorrentados, a espera de um Redentor. Nós podemos ser esse Redentor de que eles esperam há tanto tempo, se eles quiserem.

Os dirigentes do MPLA são semelhantes ao cão de guarda: está gordo e liso mais está, o tempo todo acorrentado, amarrado, agrilhoado que só fica solto para ir morder, agredir e injectar raiva nos inocentes e depois volta para a corrente, de que é incapaz, por si próprio, de se desfazer, porque é a sua segunda natureza.

Tem que ser outra pessoa a lhe transformar, a lhe libertar, a lhe restituir as asas para voar se é que as tinha antes. E os militantes doutros partidos? E os apartidários quer das igrejas, quer do povo em geral e quer da sociedade civil? Vivem em choupanas. Comem ervas e tubérculos sem nutrientes físicos, não têm dinheiro… mas são soltos, livres, alegres, calorosos. São semelhantes ao macaco: está magro, mas goza de plena liberdade de saltar de galho em galho cantando alegremente. A liberdade é a segunda natureza deles.

Numa palavra: “mais vale ser um macaco magro mas livre; do que ser um cão gordo mas amarrado numa pesada corrente”. Ou como disse a Bíblia “ numa cubata ou casebre, numa choupana ou tenda onde se ri, vale mais do que num palácio onde se chora”. A nossa missão é libertar os nossos irmãos e irmãs, compatriotas que se encontram no cativeiro do José Eduardo dos santos a caminho de meio século, sem luz no horizonte, totalmente cegos pela soberba.

*Foto de arquivo

MPDA