Autoridades subornam PRS

 Lisboa - A inesperada decisão do Partido Renovador Social (PRS), em apoiar, em ultima da hora, a  constituição do  MPLA, esta a ser seguida com revelações (vindas daquele  formação política)  segundo,  a qual, as autoridades terão subornado, o  líder do partido, Eduardo Kwangana.

 

No cenario de negociações é citado um alto funcionário da presidência angolana  como interlocutor de Eduardo Kwangana que se fez  acompanhar de  um elemento partidário que se supõe ser deputado. De acordo com uma  informação habilitada, Eduardo Kwangana,  teve, em encontros recentes,   dificuldades em convencer os membros da comissão política do seu partido  a aceitar o modelo constitucional  do MPLA.  Um dia antes da aprovação da constituição foram  conhecidas revelações  do líder da bancada parlamentar do PRS, Sapalo Antonio segundo a qual o seu partido iria abandonar a plenária da votação final da constituição, a semelhança do que fez a  UNITA. ( denotação de que esta  fora  do que terá ocorrido em bastidores).

O PRS foi formado em 1992 após o fim da guerra civil. A sua criação obedeceu a critérios  de sectores dos serviços de inteligência angolana. Na altura, Eduardo Kwangana era um dos  responsáveis da escola da segurança e a aquela instituição onde trabalhou  desenvolveu um estudo que dava conta que uma das províncias que aparentava  ter quadro complexo de que os seus  votos não iriam para o partido governamental eram as Lundas. (O sul estava  apoiar  Savimbi e a parte norte/centro ao MPLA).

No sentido de evitar com que os votos dessa província fossem para a UNITA e no seu então líder,  foi criado, quatro meses antes das eleições gerais,  um partido com uma aparente tendência regional mas cujos os votos no parlamento seriam canalizados ao MPLA.

Alguns dos mentores do  plano foram enviados de bolsa para Portugal e de regresso tornaram-se  magistrados no interior de Angola. Nos dias de hoje, há ainda justificações de quadros idôneo da segurança do Estado dando conta de que  a divergência que opunha  uma antiga facção interna do PRS, liderada por António Machicungo devia-se ao facto de aquele se manter fiel ao “programa mentor” da criação do partido e  notando desmarcação de Eduardo Kwangana.

Naquela época  foi recrutado um jovem com cerca  de 23 anos de idade, Bernardo Lindo Tito que se revelaria mais tarde um quadro em ascensão. Por razões de sigilo, o  dossier da formação do PRS nunca foi do conhecimento de altos quadros do partido  e nem de outros que aderiram pela afinidade  regional. (Aparenta ser apenas do conhecimento de António Machicungo e Eduardo Kwangana)

Uma particularidade do PRS é que mostra-se isolado dos restantes partidos da oposição e pouco alinham as tomadas de posição em conjunto contra o regime do MPLA (nunca criticam o PR José Eduardo dos Santos).  Há informações em meios competentes segundo a qual, o regime retarda a liderança do partido  lembrando-os juramento de conduta ou  de ética feito  a nível da segurança.  

Tem surgido também insinuações de difícil apuração  segundo a qual o mesmo partido explora   4 dragas de diamantes nas Lundas (informação que carece de investigação.)