ANGOLA DISPOSTA A FORMAR TROPAS DA SOMÁLIA

O Governo angolano aceitou um pedido da Somália, no quadro da União Africana, para dar formação às forças armadas somalis, como forma de participação no esforço de estabilização do país.

O Secretário de Estado das Relações Exteriores angolano, George Chicoty, que se encontra em Nova Iorque a participar na reunião da ONU sobre os objectivos de desenvolvimento do milénio, reúne esta sexta-feira com o Presidente da Somália, Sheikh Sharif Ahmed, para abordar o assunto.

“A Somália solicitou este encontro, nós vamos ouvir, mas sabemos que já existe uma solicitação da Somália junto da União Africana e Angola já tinha respondido a esta solicitação”, disse, em declarações à Rádio Nacional de Angola, George Chicoty.

O governante angolano referiu que Luanda está disposta a colaborar, mas frisou que a defesa do território somali é “antes de tudo uma questão também dos somalis”.
“Angola informou que poderia ajudar na formação. Achamos que a questão da defesa da Somália é antes de tudo uma questão também dos somalis, que os parceiros podem contribuir da forma como puderem, e Angola achou que pode ajudar na formação dos militares somalis”, notou George Chicoty.

O primeiro-ministro da Somália demitiu-se hoje, alegando “o interesse do país” e a necessidade de evitar a “perturbação política” decorrente do impasse com o presidente interino.

Em Agosto, as Nações Unidas informaram que a instabilidade política da Somália pode ter começado a afectar os países vizinhos no leste da África.

A declaração foi feita pelo representante especial do secretário geral para a Somália, Augustine Mahiga.

Segundo o secretário geral, os atentados duplos ocorridos no mês de Julho em Campala, capital de Uganda, confirmariam a presença de "ramificações regionais e internacionais" do conflito somali.