SEJA BEM-VINDO AO SITE DO MOVIMENTO PARA A PAZ E A DEMOCRACIA EM ANGOLA

HISTORIA DO MPDA
ANIMADA PELO MUSICO ANGOLANO DOG MURRAS
www.youtube.com/watch?v=nXwpKzVlCwU&feature=related
O Movimento para a Paz e a Democracia em Angola (MPDA), nasceu em 14 de Julho de 2004 em Sint-Joris/Bruxelles, na luz da dramatica situação politica prevalecente em Angola e na região central do continente africano em particular, devido da posição do governo autocratico e ditador de Luanda de dominio estrangeiro, conduzi do pelo seu contestàvel comandante en chef José Eduardo dos Santos, espalhando de tal maneira, um verdadeiro terrorismo do estado na região central que tem como inserreição do derrube dos governos do ex-Zaïre, actual Republica Democratica do Congo e da Republica do Congo Brazzaville, perseguindo e massacrando impunentemente milhares de irmãos com a cumplicidade dos circlos reacionàrios sob égide da comunidade internacional, o chamado
mundo civilizado e dos multinacionais petroliferos que beneficiam do dinheiro e das riquezas de populações inocentes, em troca de apoio em todos dominios ao regime fantoche de Luanda. O Movimento para a Paz e a democracia em Angola (MPDA), considere que nenhuma perspectiva de Paz douradura foi proposta no quadro das negociações entre e o MPLA e a oposição.
Declarou-se nulo e sem progresso aos fabulosos e preguiceiros encontros de Luanda que ignoram absolutamente os reais e importantes dados do problema angolano. Como resultado, os respectivos deram ao governo de Luanda o acesso e a vantagem de se preparar metodicamente para as arrestações e execuções extrajudiciàrias e sumàrias dos homens politicos da oposição, fazendo de Angola un estado-maior.
E por esta razão, que o MPDA, faz apelo a todos cidadãos angolanos e angolanas para o seu engajamento na luta em prol da democracia, paz e liberdades fondamentais no nosso pais.
Desta forma, o MPDA condena sem reserva as manobras, prisões e arrestações extrajudiciàrias, assim como os actos bàrbaros dos assassinatos perpetrados pelo MPLA contra as nossas populações, os assassinatos dos lideres dos partidos politicos e tantos outros representantes legais desta Nação.
Isto é, mobilizamos e sensibilizamos todos os cidadãos angolanos no interior assim como no exterior de Angola, nesta luta ideologica e frontal para a salvaguarda da nossa Nação.
O dever legitimo de cada cidadão angolano, é de se empenhar no combate para a defesa da integridade territorial e dos direitos fundamentais deste povo sofridor(.).
PAZ, DEMOCRACIA, LIBERDADE E UNIDADE
Presidente do MPDA
Massunguna da Silva Pedro
O INICIO DO MPLA
Mário de Andrade
14 Rue de Monastir Rabat, le 2 janvier 65
Rabat
Meu caro Hugo,
Embora tardiamente ,Sarah e eu próprio formulamos os melhores votos para 1965, à família Menezes … “ sita em Accra”.
Enviamos um telegrama (assinado pelo secretariado da CONCP) a saber exactamente quando pensavas fazer sair o primeiro número do jornal.
Evidentemente, preparei algumas notas sobre a nova literatura e a revolução nas colónias portuguesas. Alem disso, penso que seria extremamente importante que o jornal fizesse eco regular das publicações da CONCP. Informo - te, a este respeito, que , em principio, terá lugar (passe o galicismo em Rabat, no fim desta semana a primeira reunião do comité preparatório da 2ª conferência das organizações - membros. Claro que mandarei o comunicado final.
Como vão as démarches para o lançamento do jornal Faulha? Queres informar o DAMZ que “ Etincelle” chega-nos aqui via… marítima?
Gostaria de obter a referência do livro sobre as relações económicas com Portugal, de que me falaste. Poderei continuar a expedir outros livros de que necessites para os teus estudos.
Diz algo, brevemente. Abraços do
Mário (Mario Pinto de Andrade)
· Mário de Andrade
14 Rue de Monastir Rabat, le 2 janvier 65
Rabat
Meu caro Hugo,
Embora tardiamente ,Sarah e eu próprio formulamos os melhores votos para 1965, à família Menezes … “ sita em Accra”.
Enviamos um telegrama (assinado pelo secretariado da CONCP) a saber exactamente quando pensavas fazer sair o primeiro número do jornal.
Evidentemente, preparei algumas notas sobre a nova literatura e a revolução nas colónias portuguesas. Alem disso, penso que seria extremamente importante que o jornal fizesse eco regular das publicações da CONCP. Informo - te, a este respeito, que , em principio, terá lugar (passe o galicismo em Rabat, no fim desta semana a primeira reunião do comité preparatório da 2ª conferência das organizações - membros. Claro que mandarei o comunicado final.
Como vão as démarches para o lançamento do jornal Faulha? Queres informar o DAMZ que “ Etincelle” chega-nos aqui via… marítima?
Gostaria de obter a referência do livro sobre as relações económicas com Portugal, de que me falaste. Poderei continuar a expedir outros livros de que necessites para os teus estudos.
Diz algo, brevemente. Abraços do
Mário (Mario Pinto de Andrade)
· MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO BRAZZAVILLE,23 DE DEZEMBRO DE1965
DE ANGOLA
M.P.L.A.
TÉL. 49-15
B.P. 2353
HUGO DE MENEZES
P.O.BOX1633
BRAZZAVILLE ACCRA-GHANA
RÉPUBLIQUE DU CONGO
--------------------
DEPARTAMENTO DE : PRESIDÊNCIA
Caro camarada ,
Informamos que é necessário enviar novamente fotografias e todos os elementos
de identificação para o título de viagem.
Aproveitamos a oportunidade para
Desejar bom Ano Novo.
Saudações revolucionárias.
Vitoria ou morte
Pelo Comité Director
Agostinho Neto
- Presidente -
A Força Do M.P.L.A. ,RESIDE NO APOIO QUE LHE CONCEDEM AS CAMADAS POPULARES NO INTERIOR DO PAIS ( Conferência de quadros do M.P.L.A..- 3 a 10 de janeiro de 1964)
LA FORCE DU M.P.L.A. RESIDE DANS LE SOUTIENS QUE LUI ACCORDENT LES MASSES POPULAIRES DANS L`INTERIEUR DU PAYS
( conférence des cadres du M.P.L.A.- 3 au 10 janvier 1964)
· Dr Hugo Menezes B. P 856, LÉO
Representante do M.P.L.A. 3 de Agosto de 1962
Bureau Of African Affairs
P.O. BOX M 24
Accra - Ghana
Prezado compatriota :
Esperamos que a tua família tenha feito uma boa viagem e que todo o trabalho esteja a decorrer bem no teu novo posto.
Esta é para te participar o seguinte: dentro em breve deverão prosseguir os preparativos para o congresso da mulher angolana aí. Em reuniões que tivemos com 2 elementos da UPA nos dias 1 e 2 deste, determinou-se que o Comité preparatório que vai trabalhar aí seja constituído pelas seguintes pessoas: Maria Ruth Costa ( 3, Rue Rodin, Rabat, Marrocos, D Bernarda de Sousa e Santos e uma “ neutra “ que é a cunhada da tua irmã. Recomendamos e frisamos insistentemente que nenhuma decisão nem démarche do Comité preparatório se torna válida sem a colaboração e o acordo das 3 - por meio das respectivas assinaturas, por exemplo.
Carecemos do teu auxílio no sentido de esclareceres o Bureau aí o facto de o actual Comité preparatório que deve trabalhar em Accra o fazer sempre como um bloco e o Bureau não dever reconhecer pedido nem proposta nenhuma que engaje as mulheres angolanas , sem o acordo desses elementos. Pedimos que faças também um bom corredor para obteres os bilhetes que faltam para o Comité preparatório entrar logo em acção aí: Um para a Ruth e outro para a D. Bernarda Santos . A terceira componente já tem o seu e parte para aí a manhã, mas convém que todas comecem a trabalhar ao mesmo tempo em Accra para se evitarem os golpes usuais . Agarra - te às cunhas altas que já conseguiste.
Por favor , despacha -te com os bilhetes. Manda-nos dizer o que conseguires com a urgência que puderes. Obrigado por tudo e Bom trabalho.
Cordialmente ao dispor ,
DEOLINDA ALMEIDA
Secretária da OMA
SECÇÃO de LÉO ( LÉODPOLVILLE)
CC: Maria Ruth Costa
· Your Ref: GMH/ CR 200 GOWER STREET
OUR Ref: MWKC /JP/ N / 7a LONDON N W 1
Mr. G. M. HOUSER,
American Committee on Africa,
4 West 40th Street,
New York 18, N.Y.,
U.S.A.
Dear Mr. Houser,
Thank you very much for your letter of the 17th June, 1959.
Our Angola friend about whom Ms. Mboya talked with you when you met in America, is Dr Hugo Menezes who comes from Portuguese Angola, and we have been trying to send him to one of the Independent African countries so that he can be free to express himself. His present adress is as above,and we shall be grateful if you can give him all the assistance possible.
We are particulary glad to note that you are trying very hard to bring the Portuguese question before the United Nations. Dr Hugo Will be Very useful in this respect and i hope you will not hesitate to write to him.
Looking forward to hearing from you in the near future.
With best wishes,
Yours Sincerely,
M. W. KANYAMA CHIUME
Publicity secretary
Nyasaland African Congress
· CONACRY ,Le 31 Aut 1959
Au Bureau Politique du Parti Democratique Guinéen
La lute pour la liberation de notre peuple a été combattue par la repression la plus barbare et jalousement cachée et dissimulée par les portugais, aux dépens d´ une censure sévère et d ´une menteuse campagne d´auto - propagande.
Mais les massacres méthodiquement organisés n´ont pas été capables de nous d´etourner de notre objectif ou de diminuer la foi et la toujours croissante participation des africains dans la bataille anti- colonialiste.
Le mouvement ANTI- COLONIALISTE (MAC) est une organization de lutte et de revendication de tous les peuples africains sous domination portugaises- de L´Angola , du Mozambique , de la Guinée , de L´Archipel de Cap Vert , des Îles de S. Thomé et Principe.
L´objectif suprême du Mac c´est l´independence et la rehabilitation de 11millions d´Africains d´une Afrique de 2 millions de kilomètres carrées.
Le Mac veut démasquer, devant les Africain, et les autres peuples épris de justice, les assassinats en masse dont été victimes les peuples africains, le regime esclavagiste, le regime de travail forcé en vigueur dans les territoires africains dominés par le Portugal et tout l´abject Systemme colonial Portuguais.
Le Mac appuiera tous les mouvement africains que se dirigent vers l´independence.
Le Mac estime trouver l´appui de tous les mouvement africains qui s´engagent dans la lutte anti- colonialiste.
En saluant le Parti Democratique Guinéen, le Mouvement Anti Colonialiste s´adresse à son Bureau Politique , dans l´espoir de voir bien aceptées les proposition qui lui sont formulées:
1- Qu´ils soit accordé au Mac la creation d´un bureau dans la Republique de Guinée.
2- Que soit concedé asile, dans la Republique de Guinée, aux membres du Mac qui en auront besoin.
3- Qu´il leur soit concedé le passeport Ginéen.
4- Qu´il soit permis au Mac l´utilization de la radio de la Republique de la Guinée.
5- Qu´il soit accordé , au Mac, un prêt, remboursable après la liberation.
6- Que soient controlées les activités, dans la Republique de Guinée, de ceux qui proviennent des territoires dominés par le Portugal.
7- Que des mesures urgentes soient prises dans le but d´incomber au gouvernement Portugais le massacre de 30 Africains, en Bissao, et que soient immediatement liberés les 250 Africains arrêtés en Guinée dite Portuguaise.
Pour le Mouvement Anti Colonialiste
Hugo de Menezes
· MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO BRAZZAVILLE, 3 DE DEZEMBRODE1964
DE ANGOLA Mr. Dr. Hugo de Menezes
M.P.L.A. P. O..BOX 1633
ACCRA- GHANA
B.P. 2353
BRAZZAVILLE
RÉPUBLIQUE DU CONGO
-------------------
Departamento de : RELAÇÕES EXTERIORES
Ref. 1397/44/64
Caro compatriota,
Junto remetemos os documentos relativos a comissão dos três e do comité dos 9, encarregada de reexaminar o problema do nacionalismo Angolano na última conferência de chefe de Estados Africanos da O.U.A.
O RAPPORT da Comissão dos três , sendo confidencial não deverá ser divulgado. Enviamo-lo á título informativo pessoal,,permitindo - o a ter uma ideia exacta.
Saudações Revolucionárias
Pelo Comité Director
Agostinho Neto
Presidente
A FORÇA DO M.P.L.A, RESIDE NO APOIO QUE LHE CONCEDEM AS CAMADAS POPULARES NO INTERIOR DO PAIS ( Conferência de quadros do M.P.L.A,- 3 a 10 de janeiro de 1964).
FORCE DU M.P.L.A. RESIDE DANS LE SOUTIEN QUE LUI ACCORDENT LES MASSES POPULAIRES DANS L ´INTERIEUR DU PAYS ( Conférence des cadres du M.P.L.A, - 3 au 10 janvier 1964)
· MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO
DE ANGOLA
M.P.L.A.
51,Avenue Tombeur de Tabora
LEOPOLDVILLE
--------------
Por ocasião da campanha eleitoral que se desenrola em Portugal com vista às eleições legislativas anunciadas para 12 de Novembro corrente, o comité director do MPLA declara, mais uma vez ,o seu pleno apoio ao movimento da oposição democrática Portuguesa ao regime ultra - colonialista e fascista de Salazar.
Apesar da diversidade dos programas das várias correntes do movimento da oposição democrática Portuguesa ,o comité director do MPLA constata um denominador comum em todos esses programas : um espírito realista e democrático que, se animasse o poder político português , possibilitaria a resolução dos problemas coloniais sem necessidade a violência armada ,das confrontações sangrentas de que são já vítimas há dez meses o povo de Angola e o povo português.
Enquanto perdurar ,o regime de salazar continuará a praticar arbitrariedades e violência e só deixará ao povo de Angola a luta armada como única possibilidade de sair das intoleráveis condições de opressão e de exploração em que esse tenta mantê-lo.
É, pois evidente que, enquanto perdurar o regime ultra- colonialista e fascista de Salazar, o movimento da resitência armada do povo Angolano prosseguirá , com os seus fluxos e refluxos , até vitoria final.
Certo de que a sua luta activa e plena de sacrifício vem contribuindo concretamente para levar à morte o regime de Salazar, o povo de Angola tem o direito de esperar que o povo Português preencha as jornadas da presente campanha eleitoral com acções decisivas para o derrubamento do regime fascista.
O COMITÉ DIRECTOR DO M.P.L.A.
Léopoldville, 3 de Novembro de 1961
(A carta faz parte do Espolio de um dos fundadores do M.P.L.A DR Hugo José Azancot de Menezes.)
· MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO
DE ANGOLA
M.P.L.A.
51,Avenue Tombeur de Tabora
LEOPOLDVILLE
--------------
Por ocasião da campanha eleitoral que se desenrola em Portugal com vista às eleições legislativas anunciadas para 12 de Novembro corrente, o comité director do MPLA declara, mais uma vez ,o seu pleno apoio ao movimento da oposição democrática Portuguesa ao regime ultra - colonialista e fascista de Salazar.
Apesar da diversidade dos programas das várias correntes do movimento da oposição democrática Portuguesa ,o comité director do MPLA constata um denominador comum em todos esses programas : um espírito realista e democrático que, se animasse o poder político português , possibilitaria a resolução dos problemas coloniais sem necessidade a violência armada ,das confrontações sangrentas de que são já vítimas há dez meses o povo de Angola e o povo português.
Enquanto perdurar ,o regime de salazar continuará a praticar arbitrariedades e violência e só deixará ao povo de Angola a luta armada como única possibilidade de sair das intoleráveis condições de opressão e de exploração em que esse tenta mantê-lo.
É, pois evidente que, enquanto perdurar o regime ultra- colonialista e fascista de Salazar, o movimento da resitência armada do povo Angolano prosseguirá , com os seus fluxos e refluxos , até vitoria final.
Certo de que a sua luta activa e plena de sacrifício vem contribuindo concretamente para levar à morte o regime de Salazar, o povo de Angola tem o direito de esperar que o povo Português preencha as jornadas da presente campanha eleitoral com acções decisivas para o derrubamento do regime fascista.
O COMITÉ DIRECTOR DO M.P.L.A.
Léopoldville, 3 de Novembro de 1961
(A carta faz parte do Espolio de um dos fundadores do M.P.L.A DR Hugo José Azancot de Menezes.)
· Conacry,10 de agosto de 1961 Ref. 383/21/61
Hugo Azancot de Menezes
Recebida aos 24/08/61
Caro Hugo
Estimamos que tu e a tua famÃlia tenham feito uma excelente viagem e que vocês todos gozem de boa saúde.
Diz-nos urgentemente de que necessitares aÃ. Estamos aqui para servir da melhor maneira.
1-Junto te envio copia de uma carta que o director do EXPRESSEN dirigiu ao bureau da CONCP.
Pelos vistos já estão a caminho de Léopoldville 3 toneladas de medicamentos, de medicamentos ,os quais se destinam a CVAAR.
Achamos que é muito importante reter a seguinte passagem da carta do director do EXPRESSEN: “ Nos remede sont a leur disposition, mais s`ils n`arrivent pas a Léo ces temps -ci les remede seront distribués aux infirmeries au long de la frontiere.
Se for possÃvel ,é muito conveniente que te apresentes urgentemente ao M. Gosta Streiffert , coordenador em chefe da acção em favor dos refugiados angolanos no congo.
Os fins da tua visita ao Streiffert deverão ser os seguintes:
a) Garantir- lhe a próxima chegada ao Congo de mais dois médicos angolanos. ( Com efeito, o ministro da saúde deste paÃs acaba de dizer ao Eduardo que ele pode partir quando ele quiser .Em face disso, é quase certo que o Eduardo e o Boavida partirão no próximo barco, ou mesmo antes, de avião.
b) Avisar ao Streiffer que os três médicos angolanos -
- Tu ,Boavida e Santos -,que estarão aà certamente antes da chegada dos medicamentos, estão prontos a entrar imediatamente em actividade com os medicamentos enviados da Suécia pelo EXPRESSEN.
c) Deixar boa impressão ao Streiffer . Para isso, recomendaremos -te um trato o mais diplomático possÃvel e a maior circunspecção possÃvel . É fundamental que, depois do teu encontro com o Streiffer , este não fique com a impressão de que a vossa actividade vai constituir uma espécie de concorrência as funções dele e a actividade da liga das sociedades da cruz vermelha para o Congo.
Pelo contrario.
d) Sondar , habitualmente , a opinião Ãntima do Streiffer sobre a vossa futura presença junto dos refugiados . Tentar saber se há influências, opostas a actividade da CVAAR , na pessoa do Streiffer e dos seus colegas.
e) Deixar em toda gente a convicção firme de que a actividade da CVAAR será humanitária e apolÃtica . Quero, no entanto, lembrar-te quee a melhor maneira de impor a ideia de que a CVAAR é apolÃtica não consiste em declarares que ela “ é apolÃticaâ€, mas sim em mostrares um interesse humano, médico, por todas as vÃtimas da guerra. Quero dizer: o apoliticismo da CVAAR será inculcado no espÃrito dessa gente de maneira indirecta: através das tuas atitudes e do teu interesse humano e de técnico pelos doentes vÃtimas dos acontecimentos de Angola.
Fala pouco e ouve muito. É pela bouca que morre o peixe.
f) É fundamental que, depois do Streiffer te conhecer , deixes neste indivÃduo uma espécie de compromisso de consciência que o impeça de dar os medicamentos um outro destino diferente ,sem primeiramente te consultar.
2- O Aquino Bragança vai enviar-te de Rabat o original da carta do director do EXPRESSEN . Em caso de necessidade , essa carta poderá servir de tira-teimas sobre o destinatário dos medicamentos.
Tudo faremos para que dentro de dias o Eduardo e o Américo estejam aÃ.
3)- Diz-nos urgentemente se a War ON Wait já transferiu o dinheiro para aÃ. Tenho insistido com o CABRAL para que isso se realize o mais depressa possÃvel . Mas achamos estranho que o CABRAL não tenha, até hoje, acusado a recepção da vossa carta para a WAR ON WAIT.
Achamos conveniente que, logo que chegues ao Congo , escrevas ao CABRAL informando-o de que já estas aà e que outros médicos chegarão dentro de dias .
Saúde para a tua famÃlia e para ti.
Coragem , bom trabalho e prudência!
P.S.- O original desta carta ,enviámo-la , nesta mesma data , à nossa caixa postal de Brazzaville.
VIRIATO DA CRUZ
· UMA CRÃTICA MUITO DURA AOS MÉTODOS DO MPLA
Ao saber da conversa ocorrida em Acra (Ghana), Lúcio Lara reagiu: « Os cubanos falam de mais»
HUGO AZANCOT DE MENEZES
Longe de mim a pretensão de ter feito história ou de escrevê-la.
Contudo, vivi factos que envolvem, também , outros protagonistas.
Alguns, figuras ilustres. Outros, gente humilde, sem nome e sem história, relacionados, apesar de tudo, com perÃodos inolvidáveis das nossas vidas.
Alguns destes factos , ainda que de fraca relevância, podem ter interesse, como « entrelinhas da História», para ajudar a compreender situações controversas.
Conheci Ernesto Che Guevara em Acra , em 1964, e comprometi - me a não publicar alguns temas abordados na entrevista que tive o privilégio de lhe fazer como « repórter» do jornal Faúlha.
Já se passaram mais de 30 anos. O contexto actual é outro.
Pela primeira vez os revelo, na certeza de que já não é o quebrar de um compromisso, nem a profanação de uma imagem que no
A entrevista realizou-se na residência do embaixador de Cuba em Acra , Armando Entralgo González, que nos distinguiu com a sua presença.
Ali estava Che…
A sua tez muito pálida contrastava com o verde - escuro da farda.
As botas negras, impecavelmente limpas.
Encontrei-o em plena crise de asma, Socorria - se , amiúde, de uma bomba de borracha.
Che Guevara , deus dos ateus, dos espoliados e dos explorados do terceiro mundo, deus da guerrilha, tinha na mão uma bomba, não para destruir mas para se tratar… de falta de ar. Aspirava as bombadas, dando sempre mostras de um grande auto -domÃnio.
Fora-me solicitado que submetesse o questionário à sua prévia apreciação - e assim o fiz.
Uma das questões dizia respeito à cultura da cana - de - açúcar em Cuba.
Como encarava ele a aparente contradição de combater teoricamente a monocultura - apanágio dos sistemas de exploração colonial e tão tÃpica dos sistemas de exploração colonial e tão tÃpica do subdesenvolvimento - ao mesmo tempo que fomentava, ao extremo, a cultura da cana e a produção de açúcar - mono -produto de que Cuba se tornaria, afinal, cada vez mais dependente?
Outro tema que nos preocupava, a nós , africanos, era o papel dos cidadãos cubanos de origem africana na revolução cubana e a fraca representação deles nos órgãos de direcção dos paÃs e do partido, os quais tinham proscrito qualquer discriminação racial.
Não constituiria o comandante Juan D´Almeida - único afro - cubano na direcção do partido - uma excepção?
Entretanto, a crise de asma agudizava-se , o que nem a mim me dava o à - vontade requerido nem, obviamente, ao meu interlocutor a disposição necessária para o diálogo.
Insistiu para que eu o iniciasse. Ao responder - lhe que não me sentia á vontade para fazê-lo, em virtude de seu estado, disse - me em tom provocante e com certa ironia :« Vejo que você é um jornalista muito tÃmido.»
No mesmo tom lhe respondi, que não me tinha pronunciado como jornalista, mas como médico .« Comandante, as suas condições não lhe permitem dar qualquer entrevista», disse-lhe eu.
Olhando-me , meio surpreso e sempre irónico, replicou: « Companheiro, eu não falo como doente, também falo como médico.
Em meu entender, estou em condições de dar a entrevista.»
Mas a crise de asma não melhorava, tornando impossÃvel o diálogo. Foi necessário adiá-lo.
Reencontrámo-nos dias depois. Estava, então, quase eufórico. Referindo-se á atitude dos cidadãos cubanos de origem africana, à sua fraca participação na revolução, disse não gostar de se referir á origem ou à raça dos homens.
Apenas à espécie humana, a cidadãos, a companheiros.
Manifestei-lhe a minha total concordância. «A verdade », disse-lhe eu, «é que a revolução cubana tinha suscitado em todos nós , africanos, uma enorme expectativa, muita esperança, pois que, pela primeira vez, assistia-mos a um processo revolucionário de cariz marxista, num paÃs subdesenvolvido e eis - colonial , tendo, lado a lado, cidadãos de origem europeia e africana, e onde a discriminação racial tinha sido, e ainda era, tão notório.»
Cuba seria pois, para nós, africanos, um teste. SeguÃamos atentamente a sua evolução e querÃamos ver como seria resolvido este problema.
Muitos, em Ãfrica, mostravam-se cépticos. Mais do que interesse, da nossa parte existia ansiedade.
Segundo Che Guevara , a população de origem africana, a principio, não participava no processo. Via-o com uma certa indiferença, como mais uma luta…
«deles». Mas a desconfiança estava a desaparecer, era cada vez maior a adesão, á medida que iam constatando que este processo era totalmente diferente daqueles que o precederam. Que era um processo para todos.
Che Guevara acabava de chegar do Congo - Brazzaville.Visitara as bases do MPLA em Cabinda (de facto, na zona fronteiriça Congo/ Brazzaville /Cabinda) .
Pedi - lhe que me desse as impressões da sua visita. Che não era um diplomata, mas um guerrilheiro, e foi directamente à questão:
« O MPLA tem ao seu dispor condições de luta excepcionais.
Quem nos dera a nós que, durante a guerrilha, em Cuba, tivéssemos algo comparável. Mas estas condições não estão a ser devidamente aproveitadas, exploradas …
O MPLA não luta, não procura o inimigo , não ataca…
O inimigo deve ser procurado, deve ser fustigado, deve ser perseguido, mesmo no banho. Agostinho Neto está a utilizar a luta armada apenas como mero instrumento de pressão polÃtica.»
Dei parte da conversa a Agostinho Neto. Não reagiu. Tal como a Lúcio Lara, que me respondeu:
« Os cubanos falam demais.»
Mas Che falava verdade. Durante vários anos, na minha qualidade de responsável dos serviços de assistência médica da 2º região polÃtico - militar do MPLA (Cabinda ) , fui disso testemunha a cada passo.
Aà e assim , como contestação a esta e outras situações idênticas, surgiria dentro do movimento, antes de Abril de 1974, a Revolta Activa.
Hugo José Azancot de Menezes foi médico. Foi um dos fundadores do MPLA
· MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO BRAZZAVILLE,23 DE DEZEMBRO DE1965
DE ANGOLA
M.P.L.A.
TÉL. 49-15
B.P. 2353
HUGO DE MENEZES
P.O.BOX1633
BRAZZAVILLE ACCRA-GHANA
RÉPUBLIQUE DU CONGO
--------------------
DEPARTAMENTO DE : PRESIDÊNCIA
Caro camarada ,
Informamos que é necessário enviar novamente fotografias e todos os elementos
de identificação para o título de viagem.
Aproveitamos a oportunidade para
Desejar bom Ano Novo.
Saudações revolucionárias.
Vitoria ou morte
Pelo Comité Director
Agostinho Neto
- Presidente -
A Força Do M.P.L.A. ,RESIDE NO APOIO QUE LHE CONCEDEM AS CAMADAS POPULARES NO INTERIOR DO PAIS ( Conferência de quadros do M.P.L.A..- 3 a 10 de janeiro de 1964)
LA FORCE DU M.P.L.A. RESIDE DANS LE SOUTIENS QUE LUI ACCORDENT LES MASSES POPULAIRES DANS L`INTERIEUR DU PAYS
( conférence des cadres du M.P.L.A.- 3 au 10 janvier 1964)
· MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO BRAZZAVILLE, 3 DE DEZEMBRODE1964
DE ANGOLA Mr. Dr. Hugo de Menezes
M.P.L.A. P. O..BOX 1633
ACCRA- GHANA
B.P. 2353
BRAZZAVILLE
RÉPUBLIQUE DU CONGO
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Departamento de : RELAÇÕES EXTERIORES
Ref. 1397/44/64
Caro compatriota,
Junto remetemos os documentos relativos a comissão dos três e do comité dos 9, encarregada de reexaminar o problema do nacionalismo Angolano na última conferência de chefe de Estados Africanos da O.U.A.
O RAPPORT da Comissão dos três , sendo confidencial não deverá ser divulgado. Enviamo-lo á título informativo pessoal,,permitindo - o a ter uma ideia exacta.
Saudações Revolucionárias
Pelo Comité Director
Agostinho Neto
Presidente
A FORÇA DO M.P.L.A, RESIDE NO APOIO QUE LHE CONCEDEM AS CAMADAS POPULARES NO INTERIOR DO PAIS ( Conferência de quadros do M.P.L.A,- 3 a 10 de janeiro de 1964).
FORCE DU M.P.L.A. RESIDE DANS LE SOUTIEN QUE LUI ACCORDENT LES MASSES POPULAIRES DANS L ´INTERIEUR DU PAYS ( Conférence des cadres du M.P.L.A, - 3 au 10 janvier 1964)
· Conacry,10 de agosto de 1961 Ref. 383/21/61
Hugo Azancot de Menezes
Recebida aos 24/08/61
Caro Hugo
Estimamos que tu e a tua família tenham feito uma excelente viagem e que vocês todos gozem de boa saúde.
Diz-nos urgentemente de que necessitares aí. Estamos aqui para servir da melhor maneira.
1-Junto te envio copia de uma carta que o director do EXPRESSEN dirigiu ao bureau da CONCP.
Pelos vistos já estão a caminho de Léopoldville 3 toneladas de medicamentos, de medicamentos ,os quais se destinam a CVAAR.
Achamos que é muito importante reter a seguinte passagem da carta do director do EXPRESSEN: “ Nos remede sont a leur disposition, mais s`ils n`arrivent pas a Léo ces temps -ci les remede seront distribués aux infirmeries au long de la frontiere.
Se for possível ,é muito conveniente que te apresentes urgentemente ao M. Gosta Streiffert , coordenador em chefe da acção em favor dos refugiados angolanos no congo.
Os fins da tua visita ao Streiffert deverão ser os seguintes:
a) Garantir- lhe a próxima chegada ao Congo de mais dois médicos angolanos. ( Com efeito, o ministro da saúde deste país acaba de dizer ao Eduardo que ele pode partir quando ele quiser .Em face disso, é quase certo que o Eduardo e o Boavida partirão no próximo barco, ou mesmo antes, de avião.
b) Avisar ao Streiffer que os três médicos angolanos -
- Tu ,Boavida e Santos -,que estarão aí certamente antes da chegada dos medicamentos, estão prontos a entrar imediatamente em actividade com os medicamentos enviados da Suécia pelo EXPRESSEN.
c) Deixar boa impressão ao Streiffer . Para isso, recomendaremos -te um trato o mais diplomático possível e a maior circunspecção possível . É fundamental que, depois do teu encontro com o Streiffer , este não fique com a impressão de que a vossa actividade vai constituir uma espécie de concorrência as funções dele e a actividade da liga das sociedades da cruz vermelha para o Congo.
Pelo contrario.
d) Sondar , habitualmente , a opinião íntima do Streiffer sobre a vossa futura presença junto dos refugiados . Tentar saber se há influências, opostas a actividade da CVAAR , na pessoa do Streiffer e dos seus colegas.
e) Deixar em toda gente a convicção firme de que a actividade da CVAAR será humanitária e apolítica . Quero, no entanto, lembrar-te quee a melhor maneira de impor a ideia de que a CVAAR é apolítica não consiste em declarares que ela “ é apolítica”, mas sim em mostrares um interesse humano, médico, por todas as vítimas da guerra. Quero dizer: o apoliticismo da CVAAR será inculcado no espírito dessa gente de maneira indirecta: através das tuas atitudes e do teu interesse humano e de técnico pelos doentes vítimas dos acontecimentos de Angola.
Fala pouco e ouve muito. É pela bouca que morre o peixe.
f) É fundamental que, depois do Streiffer te conhecer , deixes neste indivíduo uma espécie de compromisso de consciência que o impeça de dar os medicamentos um outro destino diferente ,sem primeiramente te consultar.
2- O Aquino Bragança vai enviar-te de Rabat o original da carta do director do EXPRESSEN . Em caso de necessidade , essa carta poderá servir de tira-teimas sobre o destinatário dos medicamentos.
Tudo faremos para que dentro de dias o Eduardo e o Américo estejam aí.
3)- Diz-nos urgentemente se a War ON Wait já transferiu o dinheiro para aí. Tenho insistido com o CABRAL para que isso se realize o mais depressa possível . Mas achamos estranho que o CABRAL não tenha, até hoje, acusado a recepção da vossa carta para a WAR ON WAIT.
Achamos conveniente que, logo que chegues ao Congo , escrevas ao CABRAL informando-o de que já estas aí e que outros médicos chegarão dentro de dias .
Saúde para a tua família e para ti.
Coragem , bom trabalho e prudência!
P.S.- O original desta carta ,enviámo-la , nesta mesma data , à nossa caixa postal de Brazzaville.
VIRIATO DA CRUZ
COMUNICADO - A Exclusão de Diaspora para JES Desde o inicio do problematico de exclusão dos angolanos de diaspora nas famadas e incrediveis eleições em Angola, uma coligação partidaria para as eleições manifesta a sua preocupação e avisa boicootar um pleito que exclui a emigração angolana. A advertência veio ao lado da "Nova Democracia- União Eleitoral", uma plataforma de uma dezena de jovens formações que exteriorizou a sua posição em conferência de imprensa realizada em Luanda. Na semana passada, num balanço preliminar do registo dos eleitores em curso desde 15 de Novembro de 2006, o coordenador da Comissão Internacional para as Eleições (CIPE) e ministro da Administração do Territorio, Virgilio de Fontes Pereira, defendeu a falta de condições para a realização da operação no exterior do pais, deixando de fora a diaspora dos seus compatriotas. Uma razão que serviu de pretexto, pela parte dos camadas, fieis conservadores do leninismo. "Se esta questão persistir, não estaremos interessados em participar num processo de eleições que de facto excluam angolanos no exterior", reagiu o coordenador da coligação, o Sr Quintinho Moreira. No seu ponto de vista, se não ha condições, estas devem ser criadas, acrescentou o Sr coordenador na entrevista que teve com a imprensa. Sr Moreira recordou-se da verba de 350 milhões de dolares, anunciada pelo presidente da republica ha coisa de dois anos para o posto das eleições. Agora disse na integra este lider, que o governo não vai vir com a tese segundo a qual que não ha condições para organizar o registo eleitoral no exterior. Soubemos e conhecemos perfeitamente os camaradas e a sua ca-politica
COMUNIQUE- LA MANIFESTATION DES ANGOLAIS ET D'AMIS D'ANGOLA CONTRE LA DEGRADATION, LA CORRUPTION, LA PAUVRETE ET L'EXTERMINATION DE NOTRE PEUPLE PAR JOSE EDUARDO DOS SANTOS AURA LIEU SAMEDI LE 30 JUIN 2007 APARTIR DE 10H30 A 15H00 AUPRES DE L'UNION EUROPEENNE, QUI SERA MARQUEE PAR UNE CONFERENCE DE PRESSE QUI DEBUTERA APARTIR DE 10H30 A L'IPC-INTERNATIONALE PRESSE CENTRE A BRUXELLES. VENEZ NOMBREUX ET INVITEZ LES AMIS D'AUTRES NATIONALITES. ENSEMBLE NOUS ECRASERONS L'ENNEMI VIVE L'UNITE, VIVE LA LIBERTE, VIVE LA DEMOCRATIE ET QUE VIVE L'ANGOLA UNIE
COMUNICADO - A MANIFESTACÃO DOS ANGOLANOS E AMIGOS DE ANGOLA CONTRA A DEGRADACÃO, A CORRUPCÃO E A EXTERMINACÃO DO NOSSO POVO, PARA JES, TERA LUGAR NO SABADO DIA 30 DE JUNHO DE 2007 DAS 10H30 ATE AS 15H00 JUNTO O EDIFICIO DE UNIÃO EUROPEIA EM BRUXELAS. CUJA A MESMA SERA MARCADA PARA UMA CONFERËNCIA DE IMPRENSA CUJAM AS DECLARACÕES SERÃO FEITAS PARA OS LIDERES E REPRESENTANTES DOS PARTIDOS POLITICOS DA OPOSICÃO ANGOLANA EM BRUXELAS; VËM A TEMPO, E TRAS CONSIGO TODOS OS SEUS AMIGOS; VIVA A UNIÃO NACIONAL, VIVA A LIBERDADE, VIVA A PAZ E VIVA ANGOLA DE TODOS ANGOLANOS.
O 27 DE MAIO DE 1977 Ontém comemorou-se os 30 anos desde o 27 de Maio de 1977, onde muitos filhos desta Patria fieis a mudança e a liberdade de Angola encontrada pelas mãos dos comunistas Mpelistas de Luanda, fazendo de tal maneira 82.000 mortos neste circo. Para uns foi uma tentativa de golpe de Estado, para outros um contra-golpe, os sobreviventes ainda procuram juntar pedaços da Historia, em nome das vitimas. Varios sobreviventes contaram à imprensa as suas experiências e dizem que não procuram saber a verdade, porque essa jà a conhecem, mas apenas apurar o que aconteceu aos milhares de desaparecidos apos o 27 de Maio. Ha 30 anos, Nito Alves, então ministro da Administração Interna sob a presidência de Agostinho Neto, liderou uma manifestação para protestar contra o rumo que o movimento popular de Libertação de Angola (MPLA) estava a tomar. Segundo José Reis, José Fuso e Jorge Fernandes, que contaram aà imprensa as suas experiências depois de ter sido detidos por serem considerados "fraccionistas", Nito Alves pretendia apenas "cumprir escrupulosamente os estatutos do movimento" e seguir "a orientação marxista-leninista adoptada pelo MPLA". Na versão oficial, através de uma declaração do Bureau Politico do MPLA, divulgada a 12 de Julho de 1977, o 27 de Maio foi uma "tentativa de golpe de Estado" por parte de "fraccionistas" do Movimento, cujos principais "cérebros" foram NitoAlves e José Van-Dunem. Nito Alves e José Van-dunem tinham sido formalmente acusados de fraccionismo em Outubro de 1976. Os visados propuseram a criação de uma comissão de inquérito , que foi liderada pelo actual Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, para averiguar se havia ou não fraccionismo no seio do partido. As conclusões desta comissão nunca foram divulgadas publicamente e Nito Alves nunca tera sido ouvido. Decide então escrever "13 teses em minha defesa", que, segundo os seus apoiantes da altura, não teve oportunidade de apresentar porque foi, juntamente com José Van-Dunem, expulso do comité central do movimento, a 21 de Maio de 1977. Os apoiantes de Nito Alves consideravam que o golpe jà estava a ser feito por uma ala maoista do partido, liderado pelo secretàario administrativo do movimento, Lucio Lara, e que terà instrumentalizado os principais centros de decisão do partido e od media, em especial o Jornal de Angola, pelo que consideraram que a manifestação convocada por Nito Alves foi "um contra-golpe". Golpe ou contra-golpe, a repressão que se seguiu aos 27 de Maio contra os chamados fraccionistas teve graves consequências na sociedade angolana pelo numero de mortos e detidos, mas também no seio do proprio MPLA, que perdeu muitos seus quadros jovens militantes. Ninguém sabe ao certo quantas pessoas morreram. Os numeros são tão dispares, que vão desde 4.000 a 82.000, dependendo das fontes. Em Abril de 1992, o governo reconhece que foram "julgados, condenados e executados" os principais "mentores e autores da intentona fraccionista", que clarificou como "uma acção militar de grande envergadura" que tinha por objectivo "a tomada do poder pela força e a destituição do presidente (Agostinho Neto)". Entre os 11 nomes dos responsaveis, divulgados pelo governo, estavam Nito Alves, José Van-Dunem, e a sua mulher Sita Valles, militante da União dos Estudantes Comunistas (UEC) em Portugal e que passou a militar no MPLA em meados de 1975. Os seus corpos, bem como os dos restantes, nunca foram entregues as familias, nem emitidas certidões de obito. A Fundação 27 de Maio, criada em 2001 em Luanda, exige que o governo revele o que aconteceu aos milhares de pessoas que desapareceram para, pelo menos, "terem um enterro condigno", disse à imprensa o Presidente da Fundação, Silva Mateus, que também esteve detido dois anos por acusação de envolvimento no 27 de Maio. Esta fundação entregou hà dois anos uma queixa por genocidio no Tribunal Penal Internacional (TPI) contra os Estado angolano e cubano, "mas até hoje não houve qualquer resposta". Em declarações à Imprensa, um colaborador da embaixada de portugal em Luanda na altura, que pediu para não ser identificado, afirmou que a embaixada "tentou salvar todas as pessoas implicadas" e reconheceu que "havia muitos portugueses envolvidos". No entanto, acrescenta a fonte, a posição das autoridades angolanas de então era que "quem fosse angolano não seria libertado". "Havia muitos que eram luso-angolanos, mas que recusaram assumir a nacionalidade portuguesa" e, por isso, sofreram as consequências. "Demos toda a protecção possivel aos portugueses. Até cheguei a ir buscar no meu carro pessoas que estavam com medo e levei-as para minha casa", disse a fonte. Questionado sobre se houve portugueses mortos na sequência do 27 de Maio, o colaborador de então respondeu que não sabe, acrescentando, no entanto, que "morreu muita gente na altura". Sobre a decisão de Agostinho Neto de expulsar os portugueses, afonte disse que se tratou de "um mal menor". Mais valia sair do que ficar, ser preso e ser morto", disse. A mesma fonte acrescentou que a embaixada tentou interceder por Sita Valles, mas esta "não quis reivindicar a nacionalidade portuguesa" e como tal, "foi presa". Sobre o que realmente se passou nesta altura, o responsavel afirma que "a Historia é muito cruel e muito dura", considerando que" não vale a pena falar em bons e maus. "O tratamento dado às pessoas foi brutal e cruel. De ambos os lados", disse Foi esse tratamento cruel que José Reis, josé Fuso e Jorge Fernades contaram à Imprensa, e a que foram submetidos precisamente por recusarem dizer que eram portugueses. José Reis estve preso mais de dois anos. detido a 30 de Maio, tinha 22 anos. Foi espancado, torturado e todos os dias pensava que ia morrer. Esteve com mais dez colegas, todos nus, num patio nas instalações da policia de segurança do Estado (DISA), prestes a ser fuzilados. Foram salvos pelo director-geral, Ludy Kissassunde, que deu ordem para que os levassem para a cadeia de São Paulo, em luanda. Seguiram-se mais seis meses de horror. "Ouviamos os outros a serem torturados. Todas as noites levavam pessoas que regressavam mais mortos que vivas. Alguns não regressavam", recorda. "Um dia chamaram-me à noite, disseram-me para assinar um documento a afirmar que era português e deixavam-me sair de Angola. Recusei", diz com orgulho. A mulher, portuguêsa, foi expulsa de Angola e a sua casa ocupada por um chefe da DISA. "Acabei por vê-lo mais tarde com os meus sapatos calçados", recorda. Em Janeiro de 1978 foi transferido para um "campo de recuperação". "Foi horrivel porque apesar de estar ao ar livre, sem grades, a pressão psicologica era terrivel", diz. José Reis foi inicialmente condenado à pena de morte, depois comutada para 24 anos de cadeia. Nunca foi julgado e saiu ao fim de quase dois anos e meio. Deixou Angola quatro meses depois por se sentir ainda "perseguido". Nunca mais voltou. Jorge Fernandes foi preso no mesmo dia. Na cadeia, foi torturado e espancado durante um dia e meio. Ainda hoje tem problemas no ouvido esquerdo. O episodio que recorda com maior màgoa foi a forma como o informaram da morte do pai, que jà estava em portugal. "Esteraram pelo meu dia de anos para me darem a noticia". José Fuso também fazia parte deste grupo. Tinha 23 anos e era estudantes de economia. Nunca foi acusado de nada e diz: "Se cometi algum crime foi o de opinião politica". Hà muitas coisas de que não se lembra, "uma forma de defesa para tentar apagar certas situações que se passaram". A filha nasceu enquanto esteve preso. Diz que soube o sexo da criança "através de panos cor-de-rosa" que amigos lhe mostraram de fora da cadeia. Das torturas, recorda que foi "levado para uma sala" e "interrogado enquanto um amigo pessoal estava a ser ameaçado com choques eléctricos nos orgãos genitais". Ainda tem marcas na cabeça das pancadas que levou. Recorda que muitos presos "eram levados à noite, em ambulâncias, que regressavam no dia seguinte, vazias, e sujas de sangue". Foi libertado a 17 de Agosto de 1979. Guarda "religiosamente" o mandado de soltura. Veio para Portugal em 1983 e nunca mais voltou a Angola. Estes três sobreviventes formaram hà três anos a Associação 27 de Maio, com um site onde podem ser deixados testemunhos. Reconhecem que não teve grande sucesso "porque as pessoas ainda têm medo de falar". No entanto, o site serve pelo menos para partilha de informação. "Dà para juntar uma ponta daqui, outra dali e chegar a algumas conclusões". Todos os anos lançam iniciativas para recordar a data e até jà escreveram uma carta aberta ao Presidente angolano, mas nunca tiveram respostas. Este ano, não vão fazer nada. Porque assinalar 29, 30 ou 31 anos é a mesma coisa. A Imprensa contactou fonte da Presidência angolana, que não fez qualquer comentario sobre o assunto e um responsavel do MPLA remeteu para "mais tarde" uma posição, que não foi possivel obter em tempo util. Numa declaração oficial, aquando dos 25 anos do 27 de Maio, o Bureau Politico do MPLA não usa a expressão "golpe de Estado", mas refere-se apenas aos "acontecimentos" motivados pela "atitude de alguns dos seus militantes que (.) conduziram uma acção de contestação aos orgãos de direcção do partido e do Estado, utilizando componentes de vviolência com excessos visiveis". Na altura, o MPLA considerou que estava "virada mais esta pàgina" da Historia de Angola. "Devemos assumir o compromisso, perante o povo angolano e o mundo de tudo fazermos para que Angola seja a patria da liberdade, da tolerância, da democracia e da justiça". 27 de Maio de 2007, 12:55
Manifestação de Bruxelas, A Manifestação contra a degradação de Angola em Bruxelas esta prevista para o Sabado dia 1 de Julho de 2007 e marcada por uma confêrência de imprensa que tera o inicio as 10h30 do mesmo dia no IPC- International Press Center. Este foi a informação que foi concedida pelo Movimento de quadros angolanos de Benelux, criado pelos respectivos quadros angolanos que participaram numa reunião que teve lugar hoje dia 26 de Maio de 2007 em Bruxelas. Esses quadros angolanos reunidos nesta primeira sessão extraordinaria, decidiram unir todos os angolanos de diaspora para contestar a degradação de Angola e contra o regime de Luanda. Por mais informações: quadrosangolanosbenelux@hotmail.com